1.11.10

A poeta está viva

Eu não faço nada mas me canso
Não tenho ninguém e ainda assim a solidão não me é sentida por inteiro.
Eu vejo tudo em branco e preto,
Até mesmo o colorido.
Repugnada de qualquer história, minha história, criada, inventada,
concebida, sem nenhum ardor.
Me angustia saber que não sei o que necessito.
As precisões da vida, minha vida, estão esquecidas,
num passado fusionado ao presente.
Meu sangue não tem a cor vermelha,
ele não tem cor, incolor como a alma.
Minha aura perdeu a clareza, a clarividência à vê escura,
por minha culpa, minha tão grande culpa.
Não me reconheço mais, até meu nome parece ter mudado.
Estranheza boa de ver.
De sentir
De viver

Um comentário:

Mateus Sonegheti disse...

É importante saber mostrar nossos sentimentos, mas o melhor modo é com certeza textualmente e você está sabendo fazer isso muito bem...

Parabéns, ótimo texto um pouco triste mas muito bom.

Bjos