Justiça. Palavra oriunda do latim, a qual desde cedo aprendemos a importância,
mesmo não vivenciado-a como deveria.
O que me corroe é essa minha incapacidade
de amar por ser apegada a todas as injustiças do passado.
Tento, tento e permaneço tentando,
o tentar não sai de mim, se apossa, toma conta,
e até então não consigo.
Eu vivo em estado de putrefação,
só ao lembrar da improbidade, que me atordoa,
ver que teu ser iníquo refletiu em mim, feridas insaráveis.
Pai, minha maior vontade era esquecer de tudo,
me ver livre desse peso,
dessa dor,
do gosto amargo que não passa, não sara, e
nem o tempo tem conseguido apagar.
Afasta de mim esse cálice,
De vinho tinto de sangue.
Um comentário:
Profundo.
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