A saudade é uma doença contagiosa,
e eu não concebo a vida sem contágios.
Sigo compreendendo que a liberdade a qual minha alma precisa - mesmo sendo nua e crua,
é o direito de saber a verdade.
Necessito de uma dose de revelações verídicas e consumadas para me reabilitar emocionalmente.
Tenho entendido evidentemente que nada permanece, com exceção do fim.
Bom ou ruim, feliz ou não,
tudo sempre chega ao fim,
Essa é a única certeza que carrego.
E, quando consta que acabou, tem-se o mundo pequeno,
tão pequeno a ponto de caber na palma das mãos.
Quando se finda, sente-se a ausência, falta de sentimentos embalantes, sofrimento, dor e solidão.
Ao se deparar com o fim, é preciso aceitar,
que remendos e consertos não darão jeito algum.
Tudo perde sua devida importância, razão, sentido.
Os dias serão vagos,
sem luz, e em vão.
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