Ontem nem deu pra postar nada por aqui,
E venho hoje com um texto feito na madrugada,
em momento de lucidez, oscilação, e insônia.
Espero que não esteja tão piegas! Lá vai..
Não sei porque insisto escrevendo,
ver minhas palavras enfileiradas, causa-me repugnância.
Muitas vezes não gosto do que escrevo,
não é satisfatório à mim,
na verdade não vejo sentido algum em certas palavras que emprego.
Só sei que escrevo,
assim como vivo,
sem saber por que, pra quê, nem por onde.
E tendo isso por base, sigo caminhando,
observando cada detalhe ao meu redor,
vendo nuances, pra ao fim do dia,
escrever sobre.
Sei que me contradigo ao afirmar: "Não sei pra que escrevo",
Porque eu sei,
no fundo, sempre se sabe.
Só escrevendo não me calo diante os porquês da vida,
me expresso,
sendo nesse universo o que bem entendo,
já que o real sucumbe-me de mim mesma, confusamente.
E por isso, declamo:
Enquanto este pulso, pulsar
Enquanto existir histórias a partilhar,
Enquanto houver sonhos e sentimentos em mim, escreverei
e sendo assim, estarei vivendo!
2 comentários:
Sinto-me igualmente. Escrevo sabendo e não sabendo o porque, mas continuo a escrever. E ter usado a palavra "repugnante" tira qualqr possibilidade do poema ser piegas. Rsrs
Rsrs.. acho que fui dura demais ao usar essa palavra, mas juro que temi a melosidade.
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